22 de março de 2010

A única constante é a mudança

Hoje encontrei, por acaso, um texto que, lido há um tempo, me fez refletir sobre algumas mudanças necessárias na minha vida (foi quando eu fiz meu primeiro camping). Lendo-o de novo, acho que preciso mudar de novo. Até porque a mudança, depois de um tempo, vira rotina e precisa ser mudada novamente.


A interpretação de Antônio Abujamra para esse poema é inspiradora e provocante.
http://www.youtube.com/watch?v=Kz7fdeMME4A

Ah, a foto sou eu no maravilhoso mar de Paraty.

Mude
Edson Marques (a citação final é de Clarice Lspector)

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais
importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção os lugares por
onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente
na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos
passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão
esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros, viva outros romances.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos,
Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores,
Novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor,
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos, tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabelereiros,
outros teatros, visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um
outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas
não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!

"Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena!!!"

14 de março de 2010

Eliminado da semana? Sei lá, na minha barraca não tem televisão!

Por que você viaja?

Muita gente, quando viaja, não consegue se desligar da sua vida cotidiana. Leva uma miniatura da casa no porta-malas: a televisão que sempre o impede de conversar, o notebook que o acorrenta ao trabalho, palavras cruzadas para matar o tempo (não entendo porque matar algo tão precioso), um isopor cheio da mesma comida que sempre come. Os sapatos de salto alto que machucam os pés no trabalho, de segunda a sexta, estão lá, nas férias, também machucando.
Então... Qual é o sentido da viagem? Só mudar o lugar e repetir todo o resto?
Deixe em casa a TV. Você vai ficar impressionado ao perceber, quando voltar da viagem, que o mundo não mudou tanto assim na sua ausência. Deixe as discussões, as frases sempre repetidas, deixe os conceitos ultrapassados pendurados no varal tomando um sol. Deixe para se preocupar com o trabalho só na volta. Aliás, mesmo quando voltar, se preocupe menos com o trabalho e mais com o planejamento da sua próxima viagem.

Procure o diferente em cada lugar que visitar. Experimente cores, cheiros, sabores, ideias diferentes. Ouse um “Oi, vizinho” para a barraca ao lado, correndo o risco de fazer um amigo ou, pelo menos, ter uma conversa diferente daqueles mesmos assuntos conversados com as mesmas pessoas de todo dia. Você vai descobrir que o mundo é muito maior que o seu mundinho. E sabe a melhor parte? Quando o mundo fica maior, seus problemas ficam menores.

Foto: Novos sabores experimentados em um mercadinho de Paraty.

10 de março de 2010

Em Construção!

Calma povo!
É o meu primeiro blog.
Com o tempo a gente embala.